Um pouco de emoção para entrar na Nicarágua


Finalmente meu passaporte estaria pronto e eu poderia deixar Tegucigalpa, Na segunda saí cedinho para pegar o meu passaporte na imigração e de lá seguir para Nicarágua. Cheguei às 9:00 que era o horário que abria, mas adivinha? O meu passaporte ainda não estava pronto. Falei para a funcionária da minha situação, que já estava até com a minha mala para ir viajar. Lá pelas 11:30 meu passaporte ficou pronto e corri para pegar o ônibus.

Cheguei na divisa já pelo final da tarde, escurecendo.

Saí e Honduas e quando cheguei na Nicarágua só podia pagar com dólares ou córdobas (moeda nicaraguense) e eu só tinha lempiras, a moeda hondurenha. O câmbio do lado da Nicarágua era muito ruim, meu dinheiro não seria o suficiente. Então andei de volta para fazer o câmbio em Honduras e voltei para o posto de imigração do lado Nica.

Dei o dinheiro e meu passaporte e no lugar de receber rapidinho de volta, o processo foi demorando, o funcionário olhava, mostrava para o outro, me falaram para sentar que ia demorar. Nessa hora já estava escuro. Depois de um tempo me disseram que alguma coisa estava errado no que tinha sido feito em Honduras. Atravessei de novo aquela terra de ninguém, aqueles 100 metros entre os dois países. Em Honduras me disseram que estava tudo certo que o problema era a Nicarágua. Meu humor foi indo embora e voltei para Nicarágua.

De novo, pegaram meu passaporte, fiquei esperando….

Dessa vez o funcionário disse que eles tinham ído até o posto do país vizinho e que elas já sabiam o que fazer, eu só precisava voltar lá. Eu pedi que ele escrevesse para mim extamente o que era necessário ele disse que não, que os funcionários já sabiam.

Atravessei de novo a fronteira, cada vez mais desanimada, me sentindo uma bolinha de ping-pong, quando cheguei a mesma resposta, não tem nada que a gente possa fazer aqui, que o problema é Honduras blábláblá. Que ódio!

Voltei mais uma vez para a Nicarágua, puta da vida de ter o meu destio na mão daqueles burocratas da fronteira.

Na Nicarágua finalmente veio o “superior” que me explicou que eu tinha passado os 89 dias na Guatemala e que o carimbo de Honduras não constituía uma extensão de visto e PASMEM, a extensão que me deram em Tegus começava depois desse mês. Então a minha extenção era de 25 de dezembro a 24 de janeiro, datas que eu já estaria no Brasil.

Com o assunto mais explicado voltei para Honduras e o que o funcionário me disse é que els não podiam resolver nada ali, que eu teria que voltar para Tegus. Como assim?

Pedi então que ele me desse o seu nome e telefone, e que escrevesse para im o que tinha acontecido, assim, eles saberiam ao certo na imigração de Tegus. O cara não me deu e ainda ficou bravo que eu estava pedindo.

Saí da sala e dei um berro que raiva. Raiva da impotência, de estar na mão daquele sistema burocrático e provavelmente corrupto. Não ofereci dinheiro a ninguém, então não sei se era o que queriam, mas prefiro dormir tranquila sabendo que não patrocinei esse tipo de atitude.

Numa das minhas idas e voltas um cara se aproximou de mim primeiro falando em inglês e depois em espanhol. Primeiro nem respondi, afinal eu não estava num lugar exatamente seguro e  toda atenção era pouco para uma mocinha como eu num território nada amigável.

Mas quando ele veio falando espanhol, percebi que ele estava só tentando me ajudar, era um motorista de caminhão chileno mas que mora nos Estados Unidos e levava uma carga dos EUA para a Costa Rica. Me falou para tomar cuidado por ser estrangeira ali e se ofereceu para pagar o que eu quisesse comer. Como eu estava só com o dinheiro nicaraguense, aceitei e jantamos ali num restaurante de beira de estrada onde também estava um grupo de el salvadorenhos que também não puderam entrar na Nicarágua. Acabei tendo uma das noites mais interessantes da minha viagem, com realidades muito diferente da minha. O Motorista chileno que gostava da liberdade das estradas, mas que disse que no México ele ia o mais rápido possível porque lá a vida não valia nada. Os el salvadorenhos eram um grupo de garotos de uns 18-20 anos que estavam ind trabalhar na Nicarágua mas não puderam entrar por terem um maquinário que precisava de autorização.

No fim pequei uma carona com os el salvadorenhos até a cidadezinha próxima, encontramos um hotel onde pude dormir para voltar para Tegus de manhã.

Eu não tinha mais lempiras, para não perder mais dinheiro na conversão, não quis reconverter as minhas córdobas.

No dia seguinte fui então ao único caixa eletrônico da cidade para sacar o dinheiro do hotel e para os dois dias extras em Honduras. Tentei um cartão, a operação não foi completada. Tentei meus dois outros cartões e nada! Caraca, era só o que me faltava, ainda por cima sem dinheiro…

Enfim, resolvi entrar no banco e o primeiro cartão não funcionou, mas depois deu certo, consegui sacar o dinheiro, UFA!!!!!

Voltei para Tegus, passei na imigração e fui pro Hostel. Lá conheci um casal, ela espanhola e ele alemão e me contaram os vários perrengues que eles passaram para entrar nos países e me senti amparada. Não era só eu. E o dia seguinte era um novo dia. Fui na imigração, acertei  meu passaporte e pude atravessar para a Nicarágua. Por sorte depois dessa situação toda cheguei no Canion de Somoto, um lugar lindíssimo e as águas levaram o meu stress e me deram as boas vindas nesse país lindíssimo e interessante que é a Nicarágua.

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