Chegar no Solstício, você acha que ia ser fácil?


E o capítulo “perrengues” continua.

Meu vôo saía de Manágua para Orlando às 2 da manhã. Cheguei no aeroporto ainda antes das 11, com tranquilidade. O vôo para Miami saiu um pouco atrasado, mas não muito, atrasinho normal. Quando cheguei em Miami tinha uma longa fila na imigração e muita gente que como eu ia pegar um vôo em conexão. O vôo chegou em Miami às 6:00 e meu vôo para Orlando saída às 7:00. Quando estava perto as 7:00 um funcionário da Spirit Airlines veio acalmar as várias pessoas da fila que iam pegar esse vôo, dizendo que seriam todos relocados no próximo vôo.

Para a minha surpresa, quando eu cheguei no balcão da Spirit não tinha ligar no vôo seguinte, nem no vôo da noite nem do dia seguinte. Conclusão, só teria depois de 2 dias e eu precisava chegar naquele dia mesmo.

Um parênteses é que a Spirit nem cobriria os meus gastos decorrentes do atraso como hotel e a outra opção era cancelar a minha reserva e eu seria ressarcida no cartão de crédito, mas eles não sabiam e dizer qual que era o valor. Enfim, como eu tinha que chegar naquele dia no solstício acabei optando por isso.

Como tinha mais gente na mesma situação que eu, acabei alugando um carro com uma família nicaraguense.

Depois de um ano e meio sem dirigir e sem nunca ter dirigido antes nos EUA lá estava eu dirigindo de Miami por Orlando. A maior dificuldade acho que foi me entender com o GPS e as distâncias em milhas. Enfim, depois de umas voltas em círculos já estávamos na estrada no sentido certo. Por sorte, as estradas nos EUA são realmente boas e conseguimos chegar.

Eu iria do aeroporto ao rancho onde seria o solstício com um shuttle extra oficial, um cara que organizava viagens por um preço mais camarada do que o shuttle oficial.

Se as coisas tivessem acontecido como estavam previstas, eu chegaria em Orlando às 8:00 e pegaria o carro das 12:00.  Na prática eu cheguei em Orlando depois das 17:00 e quando liguei para o Doug ele já tinha saído com o último grupo. As opções não eram muito animadoras: ele podia me levar mais tarde, mas teria que me cobrar a viagem do carro completa, uns 70 dólares, ou eu teria que dormir num hotel Orlando para ir na manhã do dia seguinte.  Depois de todo o stress da chegada em Miami e de dirigir até Orlando eu nõ conseguia nem pensar o que era melhor. Disse que já ligava para ele, que não conseguia decidir.

Estava pensando o que fazer e escrever um post “SOS Orlando” num grupo de participantes do solstício quando eu vejo um cara de turbante passando pelo lobby do aeroporto, para quem não sabe a kundalini tem uma ligação com o sikismo e muitos praticantes usam turbante. Só sei que eu joguei minha mochila nas costas, guardei rapidamente meu iPad e fui seguindo o homem de turbante. Parecia cena de filme. Ele foi em direção à praça de alimentação e eu atrás. Ele estava no celular então não dava para eu me aproximar de cara.

Enfim, assim que ele desligou o celular eu o abrordei: – Você vai para o solstício? – Sim! – Então você tem que me ajudar!  –Claro, o que eu posso fazer por você?

Contei toda a história e estava na dúvida se eu teria onde dormir, já que eu ia pegar uma barraca emprestada com uma menina no dia seguinte e o sleeping bag, o Doug que ia me emprestar um.

Ele me disse que eu teria onde dormir, porque naquele dia só chegavam as pessoas que como iam fazer troca de trabalho. Decidi arriscar e por sorte eu pude ir com o shuttle oficial que ele ia também. No fim consegui chegar e ainda encontrei o Doug que me deu o sleeping bag. Conclusão: deu tudo certo e lá estava eu no Ranch.

Yogui Bajam diz que o importante não é a vida, mas a coragem que você coloca na vida. Olha, pode dizer que eu senti isso.

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