Descobrindo a Guatemala

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“Quando ouvimos a realidade de inúmeras coisas, devemos saber que existem características inesgotáveis, tanto no mar como nas montanhas, e há muitos outros mundos nas quatro direções. Isto é verdade não só no mundo exterior, mas também debaixo dos nossos pés ou dentro de uma única gota de água. ”
Dogen Zenji – Genjokoan

Sigo viajando e agora estou na Guatemala, um novo mundo se revela para mim. Não adianta trazer ideias de como as coisas eram no México ou no Brasil. Como tudo na vida a realidade única se apresenta. Não adianta buscar a experiência de ontem.

Aqui a tortilla tem três tempos, as tortillerias só abrem antes do café, almoço e jantar. O milho segue sendo um alimento sagrado. Se somos o que comemos, realmente os homens são de maiz  como na história do Popol Vul, livro sagrado dos mayas. E os costumes se mantém tanto na alimentação como na forma de vestir das mulheres com seus tecidos coloridos. Além disso a natureza é impressionante, no norte, a mata, depois mais a sul o lago Atitlán e seus vulcões.

Mas também vou descobrindo a história e sentindo a presença do medo, metralhadoras pelas ruas, casas com muito arame farpado. Os indígenas de origem maya sofreram não só com a chegada dos espanhóis, mas a história de opressão se manteve no decorrer dos séculos. O país viveu uma guerra civil que ao longo de seus 36 anos matou aproximadamente 220.000 pessoas.

Descobri aqui Rigoberta Menchú, uma líder indígena guatemalteca que recebeu o prêmio nobel da paz.  Ela perdeu o pai e o irmão durante a Guerra e viveu a opressão que sofrem os indígenas daqui, mas mantém a esperança e o trabalho por um mundo melhor.

“Nosotros no somos mitos del pasado, ni del presente, sino que somos pueblos activos. Mientras que haya un indio vivo en cualquier rincón de América y del mundo, hay un brillo de esperanza y un pensamiento original.” Rigoberta Menchú

Vivenciando a vida e a natureza aqui penso em todas essas realidades e as que existem dentro de nós. Que descobertas externas que reverberam dentro e do mundo interno que reverbera fora. Que cultivar a paz, o autoconhecimento para que se possa mudar esse mundo de opressão. Ser como Gandhi, a transformação que queremos para o mundo.

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