Compartilhar a vida – Panajachel

Vista do meu quarto em Pana

Vista do meu quarto em Pana

Uma parte importante da viagem são os encontros pelo caminho, compartilhar a vida com novas pessoas que surgem e viram parte da história.

Em Panajachel no Lago Atitlán me hospedei e trabalhei numa galeria de arte, La Galeria, através do workaway, que é também a casa da artista Nan Cuz, e do seu filho Thomaz e da sua nora, Sabine.

Nan Cuz

Nan Cuz

Nam é uma senhora de 88 anos, uma artista incrível, filha de mãe indígena guatemalteca e pai alemão. Nasceu e viveu na Guatemala quando criança e depois viveu na Alemanha com seu pai onde concluiu sua educação. Sua arte reflete essa história e pulsa com cores intensas. Atualmente Nam tem bastante dificuldade para andar, come bem devagarinho e fala pouco. Mas mesmo que não se possa conversar muito com ela, se sente sua presença e historia.

Por vinte dias vivi a vida da família, ajudei Nam a andar e comer. Eu tinha um quarto separado da casa, mas fazia as refeições junto, durante esse tempo fez parte do meu dia-a-dia sair para comprar tortilha em uma tortilleria 3 tempos (lugares que preparam tortilha a mão, no horário do café, almoço e jantar). Caminhei com a Sabine de manhã e pude apreciar a beleza do lago. Dei aulas de Kundalini yoga, e organizei uma atividade de zazen. Fiz design gráfico para a galeria e ajudei a fazer panquecas no domingo.

Por 3 semanas minha vida foi a vida dessa família, que antes eu nem conhecia e que por 3 semanas foi como a minha família. Depois de um mês fora voltei para passar duas noites de passagem para ver a celebração do dia dos mortos em outra cidade. Bom rever, boa a sensaçãoo de voltar para a casa. As despedidas tem a sua tristeza também, uma realidade que foi minha por um tempo e que eu estou deixando. Quantas vezes eu não estou passando por essas emoções ao longo da jornada. Mas o que me alegra é que se não tivesse a disposição de sair não teria não teria a oportunidade dos novos encontros.

Como diria Milton Nascimento
“E assim chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida”

E tem alguma coisa que fica com a gente, das gentes de a gente encontra.

Nan, eu e Mercedes

Nan, eu e Mercedes

Thomaz, Sabine e eu

Thomaz, Sabine e eu

Eu e Valentina, que trabalha na casa

Eu e Valentina, que trabalha na casa

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